São Ludgero nasceu entre os anos 743 e 745,  na Frísia, norte da Holanda, no seio de uma nobre família. Demonstrando  desde cedo grande aptidão para os estudos, foi enviado pelos pais para estudar no mosteiro perto de Utrecht, que era dirigido por São Gregório. Daí ele foi para a Escola de York, na  Inglaterra onde foi discípulo do célebre Alcuíno. Após  quatro anos de estudos  voltou à Frísia onde  ao lado, e sob a orientação de São Gregório, ensinou algum tempo no mosteiro onde havia estudado. Quando São Gregório faleceu, ele foi para Colônia e aí, no ano 777, foi ordenado sacerdote. Voltou então para a região pagã da Frísia onde São Bonifácio tinha sofrido o martírio, pregando o evangelho durante alguns anos, com grande número de conversões. Forçado a  afastar-se da cidade, em virtude das  constantes invasões comandadas por saxões pagãos, São Ludgero foi para Roma. Por orientação do Papa Adriano II, enquanto aguardava que a paz se restabelecesse na Frísia, dirigiu-se para o mosteiro de Monte Cassino, a fim de conhecer de perto as regras beneditinas. Com a derrota dos saxões por Carlos Magno, São Ludgero voltou à Frisia e foi  nomeado bispo. Como bispo, dedicou-se à formação e instrução do clero, dando ele mesmo aulas de Sagrada Escritura. São Ludgero vivia austeramente e distribuía quase todos os seus rendimentos em obras de caridade. Sua caridade desagradou a alguns que o denunciaram a  Carlos Magno. Em 795  ele fundou na Saxônia um mosteiro, ao redor do qual cresceu a cidade de Munster. São Ludgero construiu igrejas e escolas, fundou novas paróquias que confiou aos sacerdotes que ele mesmo havia formado. Morreu no dia 26 de março de 809. Logo após sua morte o povo passou a venerá-lo como santo.

 No mundo de hoje que parece ter esquecido a dimensão  da gratuidade, São Ludgero, um homem profundamente voltado para os anseios e as necessidades do irmão, que não se apegou à sua condição de nobreza nem aos bens que possuía, mas partilhou-os com os que necessitavam, nos ensina que  o mal não é ter, mas reter. É verdade que não  podemos matar a fome de todas as pessoas,  nem agasalhar a  todos que estão com frio. É verdade também que não podemos ressuscitar os mortos, como Jesus o fez. Mas podemos ajudar os que estão vivos a viverem melhor, e é isso que Jesus espera de cada um de nós.

ARQUIDIOCESE DE SÃO SALVADOR DA BAHIA

BRASIL

São  Pedro

Paróquia de

26 DE MARÇO

SÃO LUDGERO

FONTE: LIVRO SANTIDADE ONTEM E HOJE, POR ZÉLIA VIANNA, PUBLICADO PELA PARÓQUIA DE SÃO PEDRO

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