Luís IX, que foi rei de França aos 12 anos de idade, nasceu em Poissy, no dia 25 de abril de 1214.  Recebeu de sua mãe, Branca de Castela, uma sólida formação cristã. Sóbrio no comer e no beber, usava o cilício da penitência por baixo das vestimentas ricas e finas. Luís dedicava um tempo precioso à oração  e, quando viajava, costumava parar nas igrejas para rezar. Confessava-se regularmente e aos que o acusavam  de excessiva generosidade para com os pobres, ele retrucava, dizendo preferir que, se houvesse excesso de despesas,  que estas fossem em favor dos pobres  e não em nome do luxo e da vanglória. Gostava de visitar os  leprosários onde cuidava dos doentes, especialmente dos mais repugnantes.  De referência à justiça costumava dizer que, se um pobre tem uma pendência judicial contra um rico, é preferível, enquanto a verdade não aparece, defender a causa do pobre. Afirmava também que não se deve tirar o bem de outrem, sequer para dar a Deus. A respeito de política externa, costumava afirmar que a cada um deve ser dado o que por direito lhe pertence. São Luís dedicou-se com muito afinco à renovação da justiça e da economia da França. Para administrar e melhor distribuir a justiça, criou o Parlamento. Para evitar falcatruas e desvios de dinheiro, instituiu um órgão que seria a Câmara das Contas e que equivale  hoje aos nossos Tribunais de Contas. São Luís era bondoso, mas também muito firme  e corajoso. Sabia tomar com vigor as decisões, mas sabia também  ouvir opiniões e acolher os conselhos úteis. Doente, chamou o filho e lhe disse: “Faças com que o povo do reino te ame, pois eu preferiria que um escocês viesse da Escócia e governasse o reino, bem e com lealdade, do que tu o governasses mal”.  Apesar de ter  sido obrigado a pegar em armas, era um monarca de espírito pacifista. Morreu atingido pela peste, em 25 de agosto de 1270. Foi canonizado pelo Papa Bonifácio VII   em 1297.

Vivemos uma sociedade onde a maioria dos governantes se sentem incomodados com a “intromissão” da Igreja em assuntos sociais, econômicos e políticos. É para esses dirigentes, para quem é conveniente uma Igreja confinada numa sacristia, de portas fechadas para o mundo, que São Luís, um rei que  entendeu  ser impossível separar a fé da vida cotidiana, traz um recado: O povo não tolera mais mentiras, corrupção e falcatruas. O povo precisa, e mais que precisa, exige e tem direito a políticos e dirigentes justos e honestos, comprometidos com a justiça e a paz.

ARQUIDIOCESE DE SÃO SALVADOR DA BAHIA

BRASIL

São  Pedro

Paróquia de

26 DE AGOSTO

SÃO LUÍS DE FRANÇA

FONTE: LIVRO SANTIDADE ONTEM E HOJE, POR ZÉLIA VIANNA, PUBLICADO PELA PARÓQUIA DE SÃO PEDRO

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